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Depois de mais um fraco desempenho na Olimpíada de Pequim em 2008, o esporte do Brasil percebeu que precisava urgentemente de uma reestruturação em vários planos, desde a infra-estrutura oferecida aos atletas até chegar ao desempenho dos mesmos nas competições que participam. Em virtude disso, o ano de 2009 serviria para que os atletas recuperassem o prestígio de outrora, abalado pela participação na última edição dos Jogos Olímpicos. E o que pudemos ver foi exatamente isso, uma redenção para provarem sua qualidade, ao menos em várias modalidades.
Mais uma vez, o destaque do esporte brasileiro foi o nadador César Cielo que com apenas 22 anos de idade já detinha o recorde olímpico obtido em 2008, e desta vez conseguiu os recordes mundiais em duas categorias, os 50 e 100m livre - uma espécie de Usain Bolt das piscinas. Foi um ano para provar que o seu ótimo campeonato na China - exceção no esporte nacional - não foi por acaso.
Além de Cielo, viveram situação semelhante as duas seleções de vôlei, masculina e feminina. Os primeiros foram campeões da Liga Mundial no ano passado com um time-base que esteve junto por cerca de oito anos, e a renovação se fez necessária após o fracasso em Pequim. Com apenas o técnico, e poucos jogadores remanescentes, novos jogadores foram convocados e a dúvida foi posta na cabeça do torcedor mais comum, que nem sequer conhecia os nomes deles. No entanto, eles provaram o seu valor ao vencer a Copa dos Campeões, ocorrida no Japão há poucas semanas, e demonstram ter grande futuro dentro de quadra. Já o elenco feminino manteve a maioria das jogadoras que levantaram o título da Olimpíada de 2008, e o desafio estava em manter a regularidade e se afirmar perante ao cenário do vôlei mundial. E a medalha de prata na mesma Copa dos Campeões veio a confirmar essa propriedade das comandadas pelo técnico Zé Roberto.
O basquete brasileiro ainda sofre no que diz respeito às seleções nacionais, mas deu um passo importante rumo a reestruturação em solo brazuca. Vimos a afirmação da NBB - o Novo Basquete Brasil, um modelo de liga inicialmente independente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Na seleção, Leandrinho e Anderson Varejão, atletas da NBA, seguem atuando. Apenas Nenê Hilário não acenou, ainda, com um retorno ao time nacional. Tiago Splitter e Marcelinho Huertas tem bom desempenho na Espanha.
Na Formula 1, vivemos um grande susto com o gravíssimo acidente de Felipe Massa, piloto da Ferrari, em julho. Felizmente o corredor se recuperou, mas ficou de fora do resto da temporada e assistiu, pela televisão, a disputa do renascido Rubens Barrichello com o então companheiro de equipe na Brawn GP, Jenson Button, pelo título da F-1 durar até a penúltima corrida, no Brasil, onde o inglês sagrou-se campeão. Agora, após mudar para a Williams, Rubinho terá tudo para conseguir o pouco que faltou em 2009 - mas com a sombra do recuperado Massa e de Michael Schumacher, eterna pedra no sapato de Barrichello, que anunciou o seu retorno às pistas aos 41 anos pela Mercedes. Correrão com eles, ainda, os brasileiros Lucas di Grassi e Bruno Senna, sobrinho do tricampeão Ayrton Senna.
Por fim, o futebol inspira grande atenção. Tanto em clubes como em seleções, as massas ficaram extremamente felizes com o ano que se passou. No escrete canarinho, Dunga conseguiu o que parecia impossível: ganhar a confiança dos jogadores, da imprensa e principalmente da torcida. Um ano irrepreensível, com a vitória na Copa das Confederações com um futebol que, se não convence, pelo menos vence com regularidade inclusive as melhores seleções do mundo.
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